SISTEMA EDUCACIONAL

SISTEMA EDUCACIONAL ADVENTISTA


Formalmente instituída em 1863, a organização Adventista está presente em 208 países, 891 línguas e dialetos diferentes, com 61 editoras e gráficas que imprimem livros em 369 línguas e dialetos, 18 indústrias de alimentos, 790 hospitais e mais de 230 mil colaboradores.

MUNDO 
A educação adventista está presente em 165 países, representada por 112 faculdades, 7804 escolas (da Educação Infantil ao Ensino Médio), com mais de 90 mil professores comprometidos com a formação de 1,8 milhão de alunos. A Rede de Educação Adventista tem duas publicações mundiais que servem de apoio à sua missão: a Revista de Educação Adventista e a Diálogo Universitário. A primeira, é um periódico bimestral destinado a professores e gestores educacionais, que a cada edição, apresenta artigos de variados temas relacionados à educação cristã. A segunda revista, é uma publicação voltada para estudantes do nível superior, que aborda questões relativas à interface entre o cristianismo e a cultura contemporânea. Ela é impressa em quatro línguas (português, inglês, francês e espanhol) e tem leitores em mais de 100 países.

AMÉRICA DO SUL 
Na América do Sul, existem 882 Colégios e Escolas e 15 Campi Universitários. Os 312 mil alunos da Rede Adventista na América do Sul estão distribuídos nos níveis: Infantil, Fundamental, Médio e Superior. Desses, mais de 206 mil moram no Brasil, e os demais, no Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. Mais de 20 mil professores são responsáveis pela formação integral desses estudantes, visando seu preparo físico, mental e espiritual.
BRASIL Em 1896, há 120 anos, começou a funcionar em Curitiba, no Paraná, a primeira escola adventista no Brasil – Colégio Internacional –sob a direção de Guilherme Stein Jr. A partir daí, o trabalho educacional cresceu, e muitas outras escolas foram implantadas no país, formando a Rede de Educação Adventista. No Brasil existem atualmente, 470 unidades escolares, cerca de 12 mil professores e 206 mil alunos. Além dessas unidades, o Sistema Adventista de Educação mantém 15 colégios em regime de internato, sendo que, sete deles oferecem desde a Educação Básica à Pós-graduação.

ESTADO DE SÃO PAULO 
No estado de São Paulo, o Sistema Educacional Adventista está assim configurado: 81 unidades escolares, onde 3.700 professores atuam no preparo e desenvolvimento de 79 mil alunos nos diversos níveis e modalidades de ensino. 

CENÁRIO DA EDUCAÇÃO NO ESTADO
Com a homologação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, surgiu a incumbência de cada instituição de ensino elaborar e executar seu Projeto Pedagógico. Posteriormente, a Lei 12.013/09 instituiu a obrigatoriedade da comunicação aos pais ou responsáveis, por parte da escola, da execução deste projeto. Sendo assim, ele se torna um documento de compromisso da Instituição com toda a comunidade interna e externa, do desenvolvimento da atividade fim da educação para a qual ela existe. 
Para a elaboração do Projeto Pedagógico, faz-se necessária uma análise do cenário no qual a instituição está inserida e da conjuntura que influencia as relações e processos da práxis educacional. 
Como uma instituição privada, de natureza confessional, a rede de Escolas Adventistas mantida pela Instituição Paulista Adventista de Educação e Assistência Social (IPAEAS) está subordinada à regulamentação, supervisão e controle do poder público estadual. Portanto, é necessária uma visão do cenário da educação no estado de São Paulo, território de atuação IPAEAS, a fim de que qualquer projeto seja fruto de uma análise da realidade com proposta de intervenção nesta mesma realidade. 
O último censo educacional (INEP-2013) indicou a existência no estado de São Paulo de 33.489 estabelecimentos de ensino dos três níveis: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Destes, 12.191 são instituições privadas. 
Enquanto que no Brasil, a proporção de escolas privadas é de cerca de 15% em relação ao total de escolas (nos níveis federal, estadual e municipal); no estado de São Paulo este percentual sobe para 36%. Este indicador revela-se um desafio conjuntural para que as escolas privadas e confessionais preservem sua qualidade e seus propósitos diante da concorrência de mercado. 
Há uma tendência nacional nos últimos anos, de decréscimo de matrículas na educação básica, como resultado de um processo de acomodação e correção de distorções idade-série, segundo o MEC. Já na Educação Infantil, especialmente no segmento das creches, este indicador tem obtido um crescimento significativo na ordem de 5%, com uma ampliação de oferta de novas escolas de Educação Infantil na rede pública. Com a estabilização da reorganização do ensino fundamental de 9 anos, este crescimento torna-se bastante significativo. 
Nos últimos anos, há uma queda de 2,1% de matrículas do ensino fundamental na rede pública, enquanto na rede privada houve um crescimento de 4,7%. Já, na rede de Escolas Adventistas do estado de São Paulo, este crescimento esteve na ordem de 30,8% nos últimos 3 anos, superando a média estadual. 
Quanto à qualidade e eficiência do ensino, propriamente dito, podemos utilizar como referência para uma análise diagnóstica, os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB/Prova Brasil – avaliação externa aplicada em larga escala a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP. 
A metodologia do Saeb/Prova Brasil baseia-se na aplicação de testes padronizados de Língua Portuguesa e Matemática e Questionários Socioeconômicos a estudantes de 5º ano e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. Além dos estudantes, diretores e professores também respondem a Questionários Socioeconômicos. Participam deste processo avaliativo, escolas das redes Federal, Estadual e Municipal dos sistemas público e privado.
Nos últimos quinze anos, o estado de São Paulo apresentou um decréscimo nas médias gerais entre 1995 ao ano 2001, sendo que nas últimas três edições revela uma discreta melhora sem, contudo, voltar a atingir os níveis das primeiras edições das Provas.
Comparando com a média geral da Região Sudeste, o estado de São Paulo apresenta resultados abaixo desta média, sendo Minas Gerais o estado com os melhores índices e, em alguns anos, o estado do Rio de Janeiro superou a média de São Paulo. 
Nota-se, portanto, uma lenta recuperação, sem grande expressividade, levando em conta os próprios índices anteriores e a média da Região Sudeste. Evidentemente, em relação aos demais estados da federação, os indicadores estaduais são superiores. Há evidente diferença de desempenho entre as redes pública e privada, sendo que as escolas particulares chegam a apresentar nove pontos de média superior em todos os níveis e componentes avaliados. As escolas privadas participam amostralmente e as públicas são avaliadas censitariamente. 
Numa análise de caráter nacional, o estado de São Paulo apresenta um desempenho superior à média nacional e está presente entre os cinco ou seis melhores, variando esta posição nas últimas edições. 
Pelo fato do estado de São Paulo demonstrar índices de desenvolvimento bem superiores à média nacional, a rede de Escolas Adventistas neste estado deve preservar a busca da qualidade e excelência como um dos seus princípios básicos. 
Como indicador de qualidade também se pode verificar que a rede pública de São Paulo possui 99,3% de escolas com acesso à internet; sem avaliarmos a forma de uso desta ferramenta. Em contrapartida é um dos estados que possui a maior debilidade de infraestrutura para mobilidade e acessibilidade de portadores de necessidades especiais, com apenas 22,4% de unidades escolares com instalações adequadas. 
Desta forma, um dos desafios conjunturais que também se reflete nas unidades da rede adventista do estado de São Paulo, é a adequação dos ambientes e dependências que ofereçam 100% de acessibilidade.
Conforme descrito acima, a rede adventista no estado de São Paulo possui 78 unidades escolares, onde uma equipe de 1.900 colaboradores composta por funcionários técnicos e administradores atuam junto com 3.125 professores no preparo acadêmico e desenvolvimento de 64.317 alunos nos diversos níveis e modalidades de ensino.